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TOPÔNIMO-SOBRENOME-APELIDO_BARBOSA

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CAPÍTULO I – BARBOSA COMO TOPÔNIMO > A palavra Barbosa, inicialmente foi utilizado como topônimo para designar o lugar de Barbosa , situada em S. Miguel de Rans , a 7 km de Penafiel . Há várias teorias acerca da origem do topônimo, mas a mais aceite, é que tem origem no termo latino antigo “ barbosa “. Neste lugar anteriormente conhecido por Bordalo, foi constituida uma Presúria, mencionada em documentos datados do ano 882 d.C.. Fazia parte das Civitas de Anégia , sede em Eja , a 2 km de Entre os Rios – Penafiel, responsável pela gestão administrativa e militar do território. No ano 1200 d.C.a Honra de Barbosa, surge na posse de D. Mem Moniz " de Ribadouro"  ( irmão de Egas Moniz " de Ribadouro, o Aio”), que exercia o cargo de Tenente na Tenência de Canas de Penafiel. Era dotada de autonomia jurisdicional, com Pelourinho, casa de prisão , edifício municipal, habitacional . Mais tarde, foi ali construida , uma torre em pedra, estrutura quadrangular, de dois andares e no cimo com blocos quadrangulares de pedra chamados “ merlões “ , separados por parapeitos , designados por “ ameias” ou “ seteiras “ , onde os arqueiros colocavam os braços para disparar as setas contra os guerreiros inimigos.

A Honra Barbosa , passou a concelho, no qual foram agregadas as freguesias de S. Miguel de Paredes, Rans, Boa Vista e Canas , integrada no ano 1.840 d.C. na Freguesia de Rans . As referidas Freguesias foram integradas no Concelho de Penafiel , excepto S.Miguel de Paredes, que integrou o concelho de Paredes. Através de testamento mandado elaborar por D. Mem Moniz " de Ribadouro", casado com Gontinha Mendes “ de Sousa" , a Honra de Barbosa , foi transmitida à filha Teresa Mendes “ de Ribadouro “ casada com D. Sancho Nunes “ de Celanova “ e depois “de Barbosa alcunha “ o Velho “ (nasceu no ano 1.070 d.C. em Celanova-Ourense – Espanha e faleceu no ano 1.130 d.C. em Barbosa – Rans ).

Em 1.334 d.C. o património da Honra , coube a vários herdeiros, cabendo a parte que incluía a torre coube a D. Leonor Mendes e ao seu marido, D. Martim Anes “ de Sousa “. No ano 1. 420 d.C. as propriedades rústicas e urbanas, foram adquiridas pelo bispo D. João de Azevedo, que à morte deste, foram transmitidas aos seus filhos:- João de Azevedo , Manuel de Azevedo, Comendador de São João de Alpendurada, Pedro de Azevedo, Luis de Azevedo , António de Azevedo, fruto de um relacionamento amoroso com Joana de Castro ; Diogo de Azevedo e Andrés Añez de Caravallo, nascidos de outro relacionamento amoroso com Catarina Aranha ( a respeito deste apelido o Bispo de Malaca – India , D .João Ribeiro Gaio, escreveu uma quintilha > "Gente é que não se acanha com espada nem com lança; nas letras a todos ganha; linhagem vinda de França assim chamada de Aranha."

Nas Memorias Paroquiais do ano 1.758 d.C. consta que a povoação Honra de Barbosa, tinha 65 habitantes , pertencente a D. Manuel de Ataíde de Azevedo e Brito Malafaia. Ali foi construída a uma pequena capela em honra de Nossa Senhora da Natividade e criada no ano 1.800 d.C. a Confraria do Menino Deus , que organizava uma festa religiosa e pagã no dia 1 de Janeiro. No ano 1.836 d.C. a Honra/ Concelho de Barbosa é integrada no concelho de Penafiel.

CAPITULO II – BARBOSA COMO SOBRENOME OU APELIDO > A primeira pessoa a usar o apelido Barbosa foi D. Sancho Nunes “ de Barbosa” , filho do Conde Nuno Vasques Gutierrez “ de Celanova “ e Sancha Gomes , Casou com Teresa Afonso , filha do Rei D. Afonso Henriques e Elvira Gualter que teve duas filhas Urraca Afonso ( Senhora de Aveiro) e Teresa Afonso, Esta casou duas vezes > 1º com D. Sancho Nunes “de Barbosa”, o Velho ” e, depois, com D. Fernão Mendes “ de Bragança “, filho de Mem Fernandes “ de Dantas” e Sancha Viegas “ de Baião “,filha de Egas Gondesendes, Senhor de Baião e Unisco (Useu) Viegas de Varnel. Na base de dados de genealogia Geneanet,o apelido Barbosa, apareçe 52.803 vezes e em São Paulo e Minas Gerais – Brasil, foram registadas 11.892. Este apelido tem correspondência no idioma Sânscrito como  “ Barabosa” ( बर्बोसा ) e nas línguas indianas Indu = Barbus ; Punjabi/India = Bārabōsā ; Gujarate/Bengali/Marata, como” Bārbōsā “; Cingalês = “Bābōsā ".  O cingalês ( ramo das línguas Indo Arianas) , é falado na Ilha de Ceilão ( actual Sri Lanka ) , governada pelos portugueses de 1505 a 1658 d.C . O cronista jesuíta Fernão de Queiroz, o Governador de Ceilão e Vice Rei da Índia, D. Jerónimo de Azevedo nasceu na Honra de Barbosa

1- PERSONALIDADE DOS BARBOSAS > São criativos , inteligentes , confiantes e raciocinam rapidamente a executar tarefas no dia a dia, tendo apego as coisas materiais, o que não impede de zelar pelo amor e afeição. São organizados, “ lutando “ na vida com determinação e imaginação, ultrapassando obstáculos para atingir o sucesso.

2- BRASÃO “ > De prata, com banda de azul carregada de três crescentes de ouro e ladeada de dois leões afrontados e trepantes de púrpura, armados e lampassados de vermelho “

FONTES > Archivo Heraldico-Genealogico Contendo Noticias e Diccionario Aristocratico de Dr. Augusto Romano Sanches de Baena ; livro Nobiliário de Famílias de Juiz Dr. Manuel José da Costa Felgueiras Gayo ; Pedatura Lusitana-Hispanica, do escritor Cristóvão Alão de Moraes ; Livros Google ; Wikipédia ; Inteligência Artificial ; Linhagens Medievais Portuguesas: Genealogias e Estratégias de Pizarro, José Augusto Sottomayor ; livro "Maravilhas de Penafiel" e a Honra de Barbosa de Miguel de Lião Barbosa ; A Honra de Barbosa. Subsídios para a sua História Institucional de Augusto Pedro Lopes Cardoso; Raízes & Memórias de António Novais Sanhudo. BBP026/03/19

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TOPÓNIMO-APELIDO_ PINA  (22-03-2026)
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